sexta-feira, 27 fevereiro, 2026

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Quatro PMs são presos por suspeita de formação de milícia em Ipirá

Da Redação

Quatro policiais militares foram presos na manhã desta sexta-feira (27) durante uma operação do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) que investiga a formação de milícia na região de Ipirá. A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), pela Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force-SSP) e pela Corregedoria da Polícia Militar, da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Batizada de “Banda Suja”, a operação tem como alvo PMs investigados por integrar uma organização criminosa com características milicianas. Segundo as autoridades, três policiais foram presos preventivamente e um em flagrante incidental nos municípios de Ipirá e Feira de Santana.

Fotos: MPBA

Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos investigados e também nas sedes da 98ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Leste, nos mesmos municípios.

Durante as buscas, foram apreendidas armas de fogo, cerca de R$ 70 mil em espécie e aparelhos celulares.

As medidas cautelares foram autorizadas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador e estão relacionadas a procedimento investigatório conduzido pelo MPBA por meio do Gaeco.

De acordo com as investigações, há indícios da existência de um grupo estruturado que atuaria de forma recorrente na prática de crimes graves. Entre os delitos citados estão violações de domicílio, abuso de autoridade, extorsões, subtrações de bens, tortura, associação para o tráfico e tráfico de drogas.

Ainda conforme o Ministério Público, o grupo também teria utilizado a estrutura e as funções públicas para facilitar as ações ilegais.

As apurações também indicam um padrão de atuação sistemático, com divisão de tarefas entre os envolvidos, uso de violência ou intimidação e utilização de instrumentos institucionais para viabilizar as condutas criminosas. Segundo o MPBA, esse cenário evidencia risco à ordem pública e pode comprometer a coleta de provas no processo investigativo.

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