quarta-feira, 29 abril, 2026

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Regata Mini Transat 2027 chega a Salvador com impacto de R$ 20 milhões na economia da cidade

Da Redação

O lançamento da Regata Internacional Mini Transat 2027 foi realizado nesta terça-feira (28), no auditório do Yacht Clube da Bahia, em Salvador, marcando o início das ações preparatórias para a chegada da competição à capital baiana. O evento reuniu autoridades municipais e representantes da organização francesa da prova.

Considerada uma das competições mais tradicionais da vela oceânica, a Mini Transat tem previsão de chegada à cidade em outubro de 2027. A prova deve reunir cerca de 90 velejadores, com expectativa de atrair mais de 400 pessoas, entre atletas, equipes, familiares e jornalistas durante o período do evento.

Foto: Valter Pontes / Secom PMS

A regata conecta a Europa à América do Sul, partindo de La Rochelle, na França, com escala nas Ilhas Canárias, até chegar a Salvador. O percurso inclui a travessia da linha do Equador, considerada um marco simbólico e técnico para os participantes.

Segundo a Secretaria Municipal do Mar (Semar), o impacto econômico pode alcançar cerca de R$ 20 milhões, com reflexos diretos em setores como hotelaria, gastronomia e serviços. A realização da competição também integra a estratégia de fortalecimento da economia do mar na capital.

Durante o lançamento, a titular da Semar, Maria Eduarda Lomanto, destacou o retorno da regata após mais de uma década. “Nós estamos orgulhosos por termos sido escolhidos como a cidade que vai recepcionar a Regata Internacional Mini Transat. A última vez que a regata esteve em Salvador foi em 2011. Participamos no ano passado desse processo seletivo e recebemos o comunicado de que fomos escolhidos, o que nos deixa muito felizes”, disse.

A secretária também ressaltou os efeitos econômicos do evento. “É um grande ganho para Salvador. Em experiências anteriores, em média, geramos mais de 4 milhões de dólares em movimentação econômica. Ou seja, a economia é impactada diretamente. E como consequência desse movimento, há também desenvolvimento social, como o nosso prefeito Bruno Reis costuma destacar”, acrescentou.

Maria Eduarda apontou ainda os desafios e investimentos previstos para a infraestrutura náutica. “A economia do mar já é um pilar da matriz econômica de Salvador, representando hoje 2,8% do PIB municipal. Nosso grande desafio na Semar é ampliar esse percentual, gerando mais negócios, empregos e renda”.

De acordo com a secretária, estão em andamento projetos para consolidar duas novas marinas, além da reforma de píeres e atracadouros. “Especificamente para a regata, o Terminal Náutico passará por uma reforma para receber esses 90 barcos. Assim, a cidade ganha, a população ganha, e Salvador volta a se destacar no cenário internacional”, completou.

Potencial

O presidente da organização da regata, Antoine Grau, afirmou que a escolha de Salvador leva em conta experiências anteriores e características do percurso. “A escolha por Salvador se deve, sobretudo, ao fato do evento já ter sido realizado aqui entre 2000 e 2010. Na época, eu fazia parte da organização e sempre considerei esse roteiro fantástico, tanto pelo percurso quanto pelos pontos de parada até a chegada à cidade”, afirmou.

Grau também destacou aspectos técnicos e simbólicos da travessia. “A travessia inclui a passagem pela linha do Equador, que é um marco importante para os velejadores. Além disso, Salvador tem um peso e uma relevância internacional que cresceram nos últimos anos. Por tudo isso, fez total sentido escolher novamente a cidade como destino da regata”.

Durante o evento, a vice-prefeita Ana Paula Matos ressaltou o potencial da cidade e os desafios sociais. “Salvador é formada por pessoas talentosas e cheias de potencial, mas ainda enfrenta desafios relacionados à desigualdade social, que buscamos superar com a ampliação do acesso às políticas públicas. A economia do mar vem ganhando cada vez mais relevância no mundo, e Salvador tem todas as condições de avançar nesse campo. Temos a Baía de Todos-os-Santos, que é extraordinária, com excelente navegabilidade, além de um trade náutico apaixonado, que investe tempo e recursos para desenvolver esse setor”, afirmou.

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Reis, também destacou os impactos econômicos do evento. “Estamos falando de uma injeção de aproximadamente R$ 20 milhões na economia local, o que demonstra, de forma muito concreta, a capacidade que o tem de movimentar a cidade. Esse fluxo impacta diretamente a geração de emprego e renda, beneficiando desde a rede hoteleira até pequenos empreendedores e trabalhadores informais”, disse.

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