Da Redação
A Polícia Civil da Bahia instaurou um procedimento para investigar o comentarista político Rodrigo Constantino após declarações publicadas em vídeo nas redes sociais durante o primeiro turno das Eleições 2026. A informação foi confirmada pela corporação nesta terça-feira (6).
No vídeo, publicado no último domingo (4), Constantino chamou a Bahia de “câncer do Brasil” e afirmou que “Salvador é um lixo”. As declarações ocorreram após as vitórias de candidatos do PT no estado.
Segundo a Polícia Civil, as diligências estão em andamento e tramitam sob acesso restrito.
“As diligências seguem sob acesso restrito, para preservar a apuração. A Polícia Civil reafirma seu compromisso com o enfrentamento à discriminação e com uma atuação técnica, imparcial e pautada na legalidade”, diz trecho da nota divulgada pela corporação.
Críticas a políticos baianos
Durante o vídeo, Constantino criticou a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues e dos senadores Jaques Wagner e Rui Costa.
“Baianos, com todas as boas exceções, em geral, vocês são uma vergonha para o Brasil. Dois senadores petistas eleitos envolvidos com Vorcaro, um governador petista. Que papelão!”, declarou.
Para justificar as críticas, o comentarista mencionou viagens que teria feito à Bahia a trabalho e a lazer, além de uma participação em uma feira literária.
“Fiquei chocado. Segunda-feira, 11h30 da manhã, um bando de gente nos barzinhos com violão e cerveja. Ninguém quer trabalhar”, afirmou.
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Relatos sobre vendedores ambulantes
Constantino também relatou no vídeo situações que teriam ocorrido entre familiares dele e vendedores ambulantes. O próprio comentarista classificou os relatos como “evidências anedóticas”.
“Uma delas: a pessoa estava na praia e falou: ‘Tem água de coco?’. ‘Tem não’. Ela olhou em volta e tinha 300 coqueiros. Como não tem? ‘É que o rapaz que tira o coco não veio hoje’”, contou.
Ao antecipar possíveis críticas às declarações, Constantino também mencionou a possibilidade de ser acusado de xenofobia.
“Vai vir a turma da Globo falar que é xenofobia. Estou pouco me lixando para isso”, disse.
A Polícia Civil não informou, até o momento, quais crimes ou enquadramentos jurídicos estão sendo considerados na apuração. As diligências permanecem sob sigilo.

