terça-feira, 6 outubro, 2026

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Rui Costa diz que Lula será eleito e mira ampliar votos na Bahia

Da Redação

O senador eleito pela Bahia Rui Costa afirmou, nesta segunda-feira (5), que a estratégia para o segundo turno é ampliar a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia e reduzir a abstenção. A declaração foi dada após uma reunião com Lula e lideranças da base política, em Brasília.

Segundo Rui, ele, o governador Jerônimo Rodrigues e o senador reeleito Jaques Wagner, integrantes da chapa majoritária do estado, vão atuar na busca por novos votos para o presidente.

“A expectativa é essa. Eu acredito muito nisso porque a comparação vai ficar muito nítida dos dois [Lula e Flávio Bolsonaro]. Porque é muito distante”, afirmou Rui, ao ser questionado sobre a expectativa de vitória de Lula no segundo turno.

A reunião começou antes das 18h e terminou por volta das 22h. O encontro reuniu Lula, políticos da base e integrantes das chapas majoritárias dos estados para discutir as estratégias para a segunda etapa da eleição.

Mobilização para ampliar votação

Na avaliação de Rui Costa, o segundo turno apresenta uma dinâmica diferente da primeira etapa, já que o eleitor passa a escolher entre apenas dois candidatos. Para ele, nesse cenário, a rejeição passa a ter maior peso na decisão.

“Uma coisa é você ter dez candidatos a presidente e você oferece um leque para o eleitor. Como bem disse aqui o Alckmin, nesse segundo turno é medir rejeição. O eleitor vota o seguinte: ‘Eu quero você’, ‘Eu não quero você’, ‘Eu não gosto dele, mas eu não quero você’. Então o que é mais forte para as pessoas na hora de decidir é quem ela não quer”, afirmou.

Rui avaliou que a mobilização para a segunda etapa deverá envolver tanto a conquista de eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno quanto a redução da abstenção.

“As duas coisas, um pouco de cada coisa, eu acho, e até reverter alguns que votaram no Flávio”, afirmou.

Segundo o senador eleito, outra diferença em relação ao primeiro turno é que os candidatos proporcionais não estarão mais na disputa. Com isso, não haverá a mesma dinâmica de distribuição de “colinhas” com os números dos candidatos.

“No segundo turno não tem colinha de deputado, porque o candidato já foi, ou já perdeu, já ganhou, não tem mais interesse. Então o eleitor vai ter uma relação exclusiva. Ele não precisa levar colinha, vai ter que votar em um número ou outro, acabou”, disse.

Rui também citou os debates entre Lula e Flávio Bolsonaro como um fator que poderá favorecer, em sua avaliação, a comparação direta entre os dois candidatos.

“Vai ter debate. Aí, acredito que tanto o Lula como ele vão pro debate, então você vai ter um confronto direto, olho no olho. Então isso é mais fácil para as pessoas compararem”, afirmou.

Rui critica Flávio Bolsonaro

Ao comentar a disputa de Lula contra Flávio Bolsonaro, Rui Costa criticou a trajetória política do adversário e afirmou considerar que a comparação entre os dois será bastante diferente.

“Do ponto de vista de imagem, de currículo, ele é pior que o pai [Jair Bolsonaro], porque o pai pelo menos trabalhou um tempo no serviço público, ele nunca trabalhou na vida. O que é que ele fez de ação para o povo?”, questionou.

Rui também afirmou que Flávio Bolsonaro deverá carregar para a campanha elementos relacionados à trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Ele tem todo um histórico de complicações da vida dele, patrimônio, tudo dele é complicado. Então as pessoas vão comparar, ele vai herdar também tudo que o pai foi de ruim”, afirmou.

A estratégia definida pela base de Lula para o segundo turno, portanto, passa pela ampliação da votação do presidente entre eleitores que optaram por outros candidatos na primeira etapa e pela tentativa de diminuir o índice de abstenção. Na Bahia, a articulação ficará sob responsabilidade das principais lideranças da base governista no estado.

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