quarta-feira, 27 maio, 2026

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Saldo fiscal de Salvador cresce no primeiro quadrimestre de 2026

Da Redação

A Prefeitura de Salvador apresentou nesta quarta-feira (27) o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) referente ao primeiro quadrimestre de 2026, destacando redução da dívida consolidada, fortalecimento do caixa municipal e aumento dos investimentos na área da saúde.

Os dados foram apresentados na Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Câmara de Vereadores e indicam que a dívida consolidada do município caiu R$ 180 milhões em comparação com dezembro de 2025, o equivalente a uma redução de 4,5%.

Segundo o relatório, a diminuição da dívida está diretamente ligada às amortizações de operações de crédito externas, que registraram queda de 8,5%.

Mesmo diante da redução das transferências do Sistema Único de Saúde (SUS), a administração municipal ampliou os recursos destinados à saúde pública.

Nos quatro primeiros meses de 2026, a Prefeitura aplicou 22,5% das receitas provenientes de arrecadação no setor, percentual acima do mínimo constitucional de 15%.

O montante investido alcançou R$ 616 milhões, sendo R$ 205 milhões acima do valor mínimo exigido por lei.

No mesmo período de 2025, o índice de investimento em saúde havia sido de 20%, o que demonstra crescimento da aplicação de recursos próprios no setor neste ano.

A secretária municipal da Fazenda, Giovanna Victer, afirmou que a gestão tem buscado manter equilíbrio entre responsabilidade fiscal e investimentos sociais.

“Salvador tem feito um esforço consistente para garantir que a população continue recebendo atendimento de qualidade, mesmo diante da redução de repasses da União. Temos ampliado o investimento com recursos próprios porque entendemos que cuidar da saúde do cidadão soteropolitano é prioridade absoluta da gestão. Esse equilíbrio entre responsabilidade fiscal e compromisso social é o que permite à cidade avançar com segurança”, declarou.

O relatório também aponta crescimento da disponibilidade de caixa bruta do município.

Segundo os dados apresentados, o caixa passou de R$ 1,773 bilhão para R$ 2,048 bilhões nos últimos quatro meses, ampliando a capacidade financeira da administração municipal para execução de políticas públicas e investimentos estratégicos.

Além disso, o documento destaca avanço no resultado nominal, indicador utilizado para medir a evolução das contas públicas.

A apresentação do Relatório de Gestão Fiscal atende às exigências previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sancionada em 4 de maio de 2000, que determina a divulgação periódica dos dados fiscais pelos entes públicos.

Especialistas em finanças públicas apontam que o equilíbrio fiscal é considerado um dos principais indicadores para manutenção da capacidade de investimento dos municípios, sobretudo em áreas essenciais como saúde, infraestrutura e assistência social.

Nos últimos anos, prefeituras brasileiras vêm enfrentando dificuldades relacionadas à redução de transferências federais e ao aumento das despesas obrigatórias, cenário que pressiona o orçamento das administrações municipais.

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