quinta-feira, 24 setembro, 2026

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Salvador arrecada R$ 9,6 bilhões até agosto de 2026;aumento é de 16% em relação a 2025

Da Redação

A arrecadação de Salvador chegou a R$ 9,653 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados apresentados nesta quinta-feira (24) durante audiência pública da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Câmara Municipal. O valor corresponde a 64,4% da receita prevista para todo o ano, estimada em R$ 14,991 bilhões.

Na comparação com os R$ 7,966 bilhões registrados no mesmo período de 2025, houve crescimento real de 16%. Os números fazem parte do Relatório de Gestão Fiscal do segundo quadrimestre de 2026, apresentado no auditório do Edifício Bahia Center.

Presidente da Comissão de Finanças, o vereador Daniel Alves (PSDB) destacou que a apresentação atende a uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal e permite acompanhar a execução do orçamento municipal.

“Esse relatório mostra como a prefeitura está gastando o dinheiro dela e permite acompanhar a execução das peças orçamentárias e comparar os resultados com as projeções estabelecidas anteriormente”, pontuou Daniel Alves.

A vereadora Marta Rodrigues (PT) também participou da mesa. Após a apresentação, ela e o presidente do colegiado combinaram solicitar, por meio da Comissão de Finanças, detalhes à Prefeitura de Salvador sobre os investimentos destinados à Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Equilíbrio das contas

A secretária municipal da Fazenda, Giovana Victer, destacou o equilíbrio das contas municipais e afirmou que Salvador tem conseguido manter os compromissos financeiros e realizar novos investimentos, apesar das limitações dos recursos disponíveis.

“As contas de Salvador hoje apresentam um resultado muito maduro do ponto de vista de uma gestão fiscal capaz de arcar com todos os compromissos que a cidade precisa hoje. Sabemos que ainda temos muito a oferecer, mas os recursos não são suficientes todos ao mesmo tempo”, afirmou.

Segundo a secretária, o município também mantém os pagamentos aos fornecedores em dia e não enfrenta problemas de caixa.

“Nós pagamos todos os nossos fornecedores em dia, não temos problema realmente de caixa e há então uma responsabilidade em relação à utilização dos recursos do contribuinte”, disse.

Giovana também destacou o baixo volume de restos a pagar registrado pelo município.

Receita própria

A diretora do Tesouro Municipal, Luciana Borges, explicou que o crescimento da receita própria está relacionado, principalmente, ao desempenho da atividade econômica e à arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Ao mesmo tempo, algumas transferências registraram queda real. Segundo ela, o comportamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) também interfere no Fundeb, já que o tributo integra a cesta de receitas que compõe os recursos destinados ao fundo.

Durante a audiência, também foram apresentados dados sobre os recursos destinados à Educação e à Saúde.

Na Educação, a receita líquida de impostos e transferências constitucionais está estimada em R$ 5,327 bilhões em 2026, ante R$ 4,963 bilhões no ano anterior.

Os recursos próprios aplicados na área passam de R$ 1,174 bilhão para R$ 1,293 bilhão. Com isso, o percentual aplicado sobe de 23,7% para 24,3%.

Investimentos em Saúde

Na Saúde, a receita considerada para aplicação aumenta de R$ 4,892 bilhões para R$ 5,250 bilhões.

Os recursos próprios destinados ao setor também registram alta, passando de R$ 1,137 bilhão em 2025 para R$ 1,268 bilhão em 2026.

Com o aumento, o percentual de aplicação na Saúde passa de 23,2% para 24,1%, ficando acima do mínimo constitucional de 15%.

A audiência pública integra o acompanhamento periódico da execução fiscal do município e permite a vereadores e à população acompanhar a evolução das receitas, despesas e aplicações nas áreas previstas no orçamento.

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