Randerson Leal (Podemos), líder da bancada de oposição na Câmara de Salvador
A sessão ordinária desta segunda-feira (24) da Câmara Municipal de Salvador (CMS) foi marcada por mais um “bate-boca” entre o líder da bancada de oposição e o vice-líder da bancada do governo, Randerson Leal (Podemos) e Téo Senna (PSDB), respectivamente. Em maio deste ano, os vereadores já haviam protagonizado outro embate por causa das emendas.
A confusão de hoje teve início quando Leal usou o púlpito do Plenário Cosme de Farias para relembrar o problema de emendas constitucionais que não eram repassadas aos opositores do governo municipal.
Durante o discurso, Leal disse que apresentou propostas de aplicação de emendas para obras e acusou um vereador da situação de assumir a autoria da aplicação de emendas. De acordo com ele, existe uma falta de respeito de secretários municipais com os edis que compõem a oposição.
“A bancada de oposição tem que ser respeitada. Vereadores de oposição tem que ter o mesmo direito que o vereador de situação”, declarou Leal.
Após as acusações, o vereador Téo Senna saiu em defesa do Executivo soteropolitano, ao apontar que se tratava de uma disputa de votos por parte de Randerson. O líder da oposição, no entanto, rebateu as declarações e relembrou as afirmações do tucano de que os opositores não mereciam receber emendas parlamentares.
Foi neste momento em que ambos começaram o “bate-boca”. Randerson apontou que Téo estaria nervoso, enquanto o tucano rechaçou, ao afirmar que o oposicionista deveria “adquirir experiência” e que ele poderia conseguir “com o tempo”.
O presidente da sessão, vereador João Claudio Bacelar (Podemos), precisou intervir na confusão e assegurou que o tucano teria espaço para emitir sua opinião, no entanto, fez questão de defender que Randerson tivesse o tempo de fala respeitado.

