quinta-feira, 17 setembro, 2026

EXPEDIENTE | CONTATO

Sindicombustíveis faz alerta para novo aumento dos combustíveis na Bahia

Da Redação

A Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, promoveu novos aumentos nos preços dos combustíveis nesta quinta-feira (17). O diesel S-10 teve alta de R$ 0,7046 por litro no produto misturado, enquanto o diesel S-500 subiu R$ 0,8746 por litro. Já a gasolina A registrou reajuste de R$ 0,1025 por litro.

Os aumentos ocorrem no mesmo momento em que o Governo Federal regulamentou uma nova subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. A medida foi estabelecida pela Portaria MF nº 2.813/2026, nos termos da MP nº 1.391/2026, com o objetivo de reduzir os impactos da alta dos preços internacionais sobre o mercado brasileiro.

Até o momento, não houve posicionamento da Acelen sobre eventual adesão à nova medida de subvenção.

Sindicombustíveis cobra análise de toda a cadeia

Diante do cenário, o Sindicombustíveis Bahia, entidade que reúne
o sindicato patronal que representa as empresas revendedoras de combustíveis, lubrificantes, energias alternativas e lojas de conveniência, defende que a discussão sobre os preços dos combustíveis considere todas as etapas da cadeia de formação do valor pago pelo consumidor. O Sindicomustíveis emitiu uma nota de posicionamento à imprensa baiana nesta quinta-feira.

Segundo o sindicato,  os postos de combustíveis estão na ponta final desse processo. Os revendedores compram os produtos das distribuidoras e precisam administrar estoques, capital de giro, tributos e custos operacionais, sem controle sobre os preços praticados na origem.

Por isso, o sindicato  reforça que não é possível atribuir aos postos a responsabilidade por aumentos aplicados em etapas anteriores da comercialização dos combustíveis.

O sindicato também manifesta preocupação com a competitividade da revenda baiana em relação aos estados que fazem divisa com a Bahia e são abastecidos por refinarias da Petrobras.

Segundo o Sindicombustíveis, essas refinarias adotam uma política comercial distinta e, neste momento, estão sujeitas à aplicação das medidas de subvenção anunciadas pelo Governo Federal.

Na avaliação da entidade, a diferença nas condições de comercialização pode afetar a concorrência entre a Bahia e os estados vizinhos, com reflexos para os revendedores, consumidores e para a dinâmica do mercado regional.

Entidade pede acompanhamento dos preços

Diante dos reajustes, o Sindicombustíveis defende o acompanhamento técnico e transparente de todos os elos envolvidos na formação dos preços, incluindo refinaria, distribuidoras e revenda, além da participação do poder público.

A intenção, segundo a entidade, é identificar de forma mais precisa como os custos estão sendo repassados ao consumidor baiano e quais são os impactos dos diferentes componentes da cadeia de comercialização.

Confira a nota de posicinamento completa abaixo

“Nesta quinta-feira (17), a Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, promoveu novos aumentos nos preços dos combustíveis. O diesel S-10 subiu R$ 0,7046 por litro no produto misturado, enquanto o diesel S-500 teve alta de R$ 0,8746 por litro. Na gasolinaA, o aumento informado foi de R$ 0,1025 por litro.

O reajuste ocorre em um momento em que o Governo Federal acaba de regulamentar uma nova subvenção de R$ 1,00 por litro para o diesel (Portaria MF nº 2.813/2026 nos termos da MP nº 1391/2026), medida destinada a reduzir os impactos da alta internacional sobreo mercado brasileiro. Até o momento, não houve posicionamento da Acelen quanto à adesão a essa nova medida.
Para o Sindicombustíveis Bahia, é fundamental que a discussão sobre preços considere toda a cadeia de formação do valor do combustível. O posto revendedor está na ponta final: compra o produto das distribuidoras e administra estoques, capital de giro, tributose custos operacionais, sem controle sobre os preços praticados na origem.
Por isso, o Sindicato reforça que não é possível atribuir ao posto a responsabilidade por aumentos praticados em etapas anteriores da cadeia de comercialização de combustíveis.
Há também uma preocupação adicional para a revenda baiana: a perda de competitividade em relação aos Estados que fazem divisa com a Bahia e são abastecidos por refinarias da Petrobras, que praticam uma política comercial distinta e, neste momento, estão sujeitasà aplicação das medidas de subvenção anunciadas pelo Governo Federal. Essa diferença prejudica a concorrência entre a Bahia e os Estados vizinhos, criando impactos para a revenda, para o consumidor, para a própria dinâmica do mercado regional, trazendo prejuízoseconômicos. 
O momento exige acompanhamento técnico e transparente de todos os elos: refinaria, distribuidoras e revenda, além do poder público, para que se compreenda efetivamente como os custos estão chegando ao consumidor baiano.”
Publicidade

Arquivos