segunda-feira, 4 maio, 2026

EXPEDIENTE | CONTATO

Síndrome respiratória grave cresce 120% no Hospital do Oeste; Sesab alerta para vacinação

Da Redação

O Hospital do Oeste (HO), em Barreiras, registrou aumento de 120% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e abril deste ano, acendendo alerta para os 36 municípios da macrorregião oeste. As notificações passaram de 15 casos em janeiro para 33 em abril, em meio à maior circulação de vírus respiratórios.

A unidade, vinculada ao Governo do Estado e administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), relata alta demanda por atendimento, especialmente na emergência e na ala pediátrica. Em 2026, foram registrados 15 casos em janeiro, 10 em fevereiro, 24 em março e 33 em abril.

Importância da vacinação

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) reforça a importância da vacinação para todas as faixas etárias. Até a 12ª semana epidemiológica deste ano, a Bahia notificou 1.732 casos de SRAG, sendo 254 confirmados para Influenza.

O cenário preocupa devido à sazonalidade do vírus e à identificação do subclado K da Influenza A H3N2, o que exige atenção redobrada da população e dos serviços de saúde.

Pressão sobre a rede hospitalar

A líder geral do HO, Marina Barbizan, destaca que a unidade é referência para casos graves e de alta complexidade e faz um alerta sobre o uso adequado dos serviços.

“O cenário é sazonal, mas os municípios devem se atentar aos encaminhamentos via regulação. Sempre daremos preferência aos casos mais graves e, para evitar superlotação, fazemos este apelo aos municípios e à população: em situações menos graves, procurem as unidades de atenção primária”, afirmou.

Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que a Bahia está em alerta máximo para incidência de SRAG. A síndrome ocorre quando quadros gripais evoluem com agravamento, causando dificuldade respiratória e necessidade de internação.

Impacto na pediatria

O aumento dos casos tem impactado diretamente o atendimento infantil. Segundo o médico pediatra e coordenador do Serviço de Pediatria do HO, Thiago Barreto, há crescimento de casos graves.

“Temos recebido, com bastante frequência, crianças em estado mais grave, às vezes em ventilação mecânica na sala de estabilização pediátrica, que demandam internação em UTI, o que evidencia o nível de complexidade deste momento”, afirmou.

Ele reforça que o hospital deve ser procurado prioritariamente por pacientes em estado grave.

Orientações à população

Em Barreiras, a recomendação é que casos leves sejam atendidos na rede municipal. O Centro de Atendimento Pediátrico (CAP) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) funcionam 24 horas.

A Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Jardim Ouro Branco atua como sentinela para triagem nos três turnos, e o município conta ainda com sete unidades com atendimento pediátrico ambulatorial. Casos mais graves devem ser encaminhados ao Hospital do Oeste.

Publicidade

Arquivos