quarta-feira, 1 abril, 2026

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Travessia entre Ilha de Maré e Paripe é investigada pelo Ministério Público

Da Redação

A travessia entre Ilha de Maré e Paripe, no subúrbio ferroviário de Salvador, passou a ser investigada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por suspeitas de falha na prestação do serviço e precariedade do transporte hidroviário. O inquérito civil foi instaurado nesta terça-feira (1º) e é assinado pelo promotor Adriano Nunes de Souza. A informação é da repportagem de Matheus Simoni, do site BNews.

Segundo o MP-BA, o objetivo é apurar relatos sobre irregularidades no funcionamento da linha marítima que liga a ilha ao continente. A travessia é considerada essencial para moradores da Ilha de Maré, que dependem do serviço para acesso a trabalho, educação, saúde e outros serviços básicos na capital.

Caso sejam confirmadas as falhas, o órgão poderá expedir recomendações, firmar termos de ajustamento de conduta (TAC) ou ingressar com ações judiciais para obrigar melhorias no serviço.

Prefeitura estuda melhorias

Procurada, a Prefeitura de Salvador informou que acompanha a situação e estuda a implantação de um novo modal náutico na capital. “Em fevereiro, inclusive, representantes das secretarias do Mar e de Mobilidade foram a São Paulo para fazer uma visita técnica ao Aquático São Paulo, modal de transporte hidroviário operado na capital paulista”, destacou em nota.

A proposta é aproveitar o potencial da Baía de Todos-os-Santos para ampliar o transporte público e melhorar a mobilidade urbana. Segundo o município, o sistema pode conectar regiões como Cidade Baixa, Subúrbio, Comércio e ilhas, com previsão inicial de ligação entre Paripe e Ilha de Maré.

“O transporte aquático pode ser incorporado à rede pública com eficiência, integração tarifária e segurança”, afirmou a prefeitura.

Problemas antigos

A travessia enfrenta problemas recorrentes, como irregularidade nos horários, condições inadequadas das embarcações e riscos à segurança dos passageiros. Em 2021, parte da ponte do terminal marítimo chegou a desabar.

Após reforma conduzida pela Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), o equipamento foi reaberto em 2023. Ainda assim, as queixas persistem.

Em 2018, o próprio Ministério Público já havia apontado problemas no local, destacando que, mesmo com a interdição, embarcações continuavam operando, obrigando passageiros a entrar na água para acessar os barcos.

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