quarta-feira, 28 outubro, 2026

EXPEDIENTE | CONTATO

Trens de alta velocidade colidem na Espanha; ao menos 64 morreram

Da Redação

Dois trens de alta velocidade colidiram nesta quarta-feira (28), na província de Toledo, na Espanha, provocando mortes, deixando passageiros feridos e interrompendo a circulação ferroviária entre Madri e a região da Andaluzia, no sul do país. O acidente ocorreu por volta das 8h54 no horário local, entre as localidades de Mora, Orgaz e Urda. a informação é do site g1.

A colisão envolveu um trem da empresa estatal Renfe e outro operado pela companhia privada Iryo, que faziam o trajeto entre Madri e Sevilha. Segundo informações divulgadas pela imprensa espanhola, o trem da Renfe atingiu a composição da Iryo, que estava parada nos trilhos.

As primeiras informações oficiais apontavam dez mortes, com a possibilidade de aumento do número de vítimas. Atualizações divulgadas posteriormente por veículos de comunicação espanhóis elevaram a estimativa para pelo menos 30 mortos, enquanto as equipes de resgate continuavam trabalhando no local.

De acordo com informações preliminares, o acidente provocou o descarrilamento de vagões, alguns dos quais caíram por um barranco. As causas da colisão ainda estão sob investigação.

Passageiros relatam o impacto

O acidente aconteceu em um trecho da linha de alta velocidade que liga a capital espanhola ao sul do país. Ao todo, os dois trens transportavam mais de 500 passageiros.

Segundo os dados divulgados pelas autoridades regionais, havia 397 passageiros no trem da Renfe e 147 pessoas, incluindo um bebê, na composição da Iryo.

Um passageiro identificado apenas como Miguel, que viajava no último vagão de um dos trens com colegas, relatou à rádio espanhola COPE o momento da colisão.

“Ouvimos um estrondo enorme, um baque realmente gigantesco que durou 10 segundos, como se o trem estivesse prestes a descarrilar. Pela janela da direita, pudemos ver um trem destruído – imagino que deva ter sido o outro”.

Outra passageira, identificada como Eduarda, contou à rádio Cadena SER que sentiu um impacto forte, que a lançou para a frente. Inicialmente, ela pensou que o trem tivesse realizado uma parada de emergência.

A gravidade da situação ficou evidente depois que ela viu pessoas feridas e recebeu orientações para deixar a composição.

“Eu vi pessoas mortas”, contou a passageira, ao descrever a cena após o acidente. Segundo o relato original, parte de um dos trens ficou suspensa na encosta, enquanto um dos vagões pegou fogo depois de descer um barranco.

O prefeito da cidade vizinha de Los Yébenes, Jesús Pérez Martín, classificou a situação como “horrível” e relatou a gravidade dos ferimentos observados pelas equipes de atendimento.

“Eles estão me contando sobre mutilações e ferimentos muito graves”, disse ele à emissora RTVE.

Causa do acidente ainda é investigada

As circunstâncias que levaram à colisão ainda não foram oficialmente determinadas. Informações preliminares divulgadas pela imprensa espanhola apontaram uma possível falha na gestão do tráfego ferroviário e no sistema de sinalização.

Segundo relatos publicados pelo jornal El País, um problema no sistema de segurança teria levado à interrupção de vários trens na região. Na sequência, uma ordem para retomar a circulação pode ter sido emitida sem que a composição da Iryo tivesse conseguido deixar os trilhos.

Essa hipótese ainda depende da investigação técnica. As autoridades não haviam confirmado oficialmente a causa do acidente nas primeiras atualizações.

A circulação ferroviária de alta velocidade entre Madri, Ciudad Real e a Andaluzia foi suspensa após a colisão. A interrupção afetou os passageiros que utilizariam o corredor ferroviário entre a capital e o sul da Espanha.

Autoridades se pronunciam

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lamentou o acidente em uma publicação na rede social X.

“Estou chocado com o grave acidente de trem em Toledo. Meu carinho, solidariedade e apoio a todas as vítimas e suas famílias”.

A ministra da Saúde, Mónica García, também se manifestou e pediu que a população doasse sangue para ajudar no atendimento aos feridos.

O rei da Espanha, Felipe VI, lamentou a tragédia durante um compromisso nas proximidades de Valência.

“A primeira coisa é lamentar essa tragédia terrível. Transmitir às famílias os nossos pêsames, a nossa tristeza, o nosso apoio, o nosso carinho em um momento tão duro, tão difícil”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que “hoje a Europa chora”. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o acidente como um “terrível drama ferroviário”.

Na região de Toledo, autoridades municipais também mobilizaram estruturas para atender os passageiros. Manuel Galán, prefeito de Urda, informou que os serviços de emergência solicitaram a preparação de um ginásio poliesportivo para receber pessoas afetadas pelo acidente.

A agenda oficial do primeiro-ministro foi cancelada, assim como os eventos de campanha do Partido Popular, principal força de oposição no país, conforme informações divulgadas no texto original.

Publicidade

Arquivos