terça-feira, 28 abril, 2026

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Vice-prefeita Ana Paula Matos deixa o comando da Secult com avanços no turismo

Da Redação

A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, deixou, nesta quarta-feira (1º), o comando da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), após pouco mais de um ano à frente da pasta. A saída ocorre em meio a uma gestão marcada pelo crescimento do turismo e pelo reposicionamento da capital baiana nos cenários nacional e internacional. Em seu lugar, assume o então subsecretário de Cultura, Alexandre Reis.

Nomeada em fevereiro de 2025, a gestora encerra um ciclo com foco em investimentos estratégicos, reorganização institucional e valorização da identidade cultural de Salvador. O período consolidou cultura e turismo como eixos do desenvolvimento econômico, com reflexos diretos na geração de emprego e renda.

Entre os destaques da gestão está o fortalecimento dos equipamentos públicos, com requalificação de espaços e ampliação de programações educativas e acessíveis nos museus municipais. A agenda cultural foi diversificada, incentivando a ocupação dos espaços públicos e a participação popular.

Projetos como o Viver Salvador e o Arraiá da Prefs ajudaram a dinamizar o calendário cultural e turístico. Já o Mundo Encantado da Criança, primeiro equipamento voltado exclusivamente ao público infantil, reforçou o investimento na formação cultural desde a base.

No turismo, Salvador registrou crescimento consistente e maior projeção internacional. Houve aumento de 10,7% na chegada de turistas estrangeiros, impulsionado por ações de promoção, ampliação da conectividade aérea e inserção em mercados estratégicos.

O desempenho também foi favorecido pela ampliação da malha aérea, com destaque para o voo direto Salvador–Panamá, além do diálogo com o trade turístico e investimentos na qualificação da oferta. A estratégia integrou turismo, cultura, economia criativa e grandes eventos como pilares de desenvolvimento.

Os resultados apareceram nos grandes eventos. O Carnaval de Salvador manteve a posição como o maior do Brasil em fluxo turístico e impacto econômico. Já o verão da capital foi considerado o maior da história, com 2,6 milhões de visitantes e geração de R$ 5,8 bilhões em receita.

No Aeroporto Internacional de Salvador, foram registrados 16,6 mil pousos e decolagens e circulação de 2,3 milhões de passageiros, um crescimento de 13%, reforçando o aquecimento do setor.

Outro eixo foi a descentralização das políticas culturais, com programas como o Boca de Brasa e o fortalecimento do Salvador Capital Afro, que ampliou a projeção da cidade ao valorizar a identidade afro-diaspórica.

Visibilidade

No campo institucional, um dos marcos foi a criação do Gabinete Salvador Capital Afro, voltado à articulação de políticas públicas e parcerias estratégicas. A iniciativa fortaleceu a presença de Salvador em agendas nacionais e internacionais.

Eventos e parcerias ampliaram essa visibilidade, como o circuito Mulheres Negras em Movimento, a Feira Preta e o Festival Afropunk, além da consolidação do Natal e Réveillon como atrativos turísticos.

A reestruturação da Secult também modernizou a gestão, com a criação de diretorias voltadas à Economia Criativa e à Inteligência Turística. A implantação do Comitê de Destino Turístico Inteligente trouxe uma gestão baseada em dados, inovação e sustentabilidade.

Projetos estruturantes seguem em andamento, como o Prodetur II – Salvador Capital Afro, em tratativas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), voltado à requalificação do Centro Histórico e da região do Comércio.

Para Ana Paula Matos, a gestão representa uma entrega consistente em curto prazo. “Conseguimos estruturar políticas, fortalecer a cultura como eixo de desenvolvimento e ampliar significativamente os resultados do turismo. Salvador hoje está mais competitiva, mais preparada e mais conectada com sua identidade”, afirmou.

A gestora destacou ainda o legado deixado. “Mais do que números, entregamos inclusão, desenvolvimento e uma cidade mais viva para moradores e visitantes, com oportunidades que chegam aos territórios e impactam diretamente a vida das pessoas”, concluiu.

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